sábado, 22 de outubro de 2011

CONTRADIÇÕES DA GUERRA AO TERRORISMO


A morte de Muammar Kadafi e Mutassim, filho dele, é mais uma amostra da luta contra o terror. O que há de contraditório em tudo isso é que o tal discurso sobre Direitos Humanos, tão defendido pela Organização das Nações Unidas (ONU), não é respeitado nessas circunstâncias. A exposição a que o ex-ditador passou juntamente com Mutassim é análoga ao que se vê em filmes grotescos tipo Albergue ou Jogos Mortais.

A guerra ao terrorismo não deveria incentivar mais violência e desumanidade. Nos vídeos sobre a morte do ex-ditador bem como de Mutassim, eles são tratados como animais ou até pior. Após a morte, os dois foram colocados em colchões no chão de uma sala refrigerada, enquanto do lado de fora, uma fila imensa queria ver os corpos para fotografar o estado deplorável daqueles homens. Por mais sádicos que tenham sido, a ONU deveria ter interferido nessa situação, a fim de resguardar os tais Direitos Humanos.

Fica claro que esse discurso é demagógico e serve somente quando as vítimas são os EUA e aliados. Outro aspecto da guerra contra o terror, é que mais parece um subterfúgio para as empreitadas capitalistas, pois geralmente tem ocorrido em países com grandes reservas de petróleo.

Um ditado popular cabe bem aqui, amig@ "Quando a esmola é demais, o santo desconfia".


6 comentários:

Marcos Mota disse...

Coinscidentemente estava olhando estes videos hj e realmente há uma enorme exposição do corpo do bendito como um trofeu... Para a ONU que tanto defende os Direitos Humanos deveriam mesmo interferir nestas situações... Abraços... ;)

Débora Andréa disse...

é, Marcos. eu vi e fiquei assustada. por isso não pude deixar de fazer um desabafo extra... muita hipocrisia nesse mundo ¬¬ Abraço e visite quando quiser :D

Lis disse...

Você está certa em sua indignação. É sempre muito deprimente ver a morte e a degradação de um ser humano sendo motivo de felicidade, seja quem for a pessoa em questão. Mas não podemos esquecer que o respeito aos direitos humanos é uma também uma questão de amadurecimento político de um país, de seu povo. Seria difícil para a ONU intervir em algo que se deu tão rapidamente como a execução do ditador e seu filho. O que poderia ser feito? O que temos que questionar é como situações de degradação dos direitos acontecem por anos a fio sem sansões fortes, como sempre se deu na Líbia e em vários outros países. Aí sim acho que a ONU e suas agências têm como intervir.

Débora Andréa disse...

Realmente, Lis, há outros fatores envolvidos nessa situação, mas a ONU já existe há um bom tempo e conhece bem o que tem ocorrido na Líbia e em outros países. Falta um empenho sincero em favor da humanidade, é isso que percebo.

Edu disse...

Direitos humanos andam fora de moda, assim como está fora de moda ser politicamente correto, ainda bem!

Débora Andréa disse...

Edu, vc quer gerar polêmica. sei que não pensa dessa forma ¬¬